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Cicatrizes do Abandono

Foto do escritor: Paulo BandeiraPaulo Bandeira

Observemos algumas marcas do abandono repercutem na idade adulta. As tarefas mais simples são obrigatoriamente dependentes de alguém. Tomar as próprias decisões passa necessariamente pela aprovação do outro. A ausência de atenção exclusiva do outro é encarada como uma ofensa pessoal.

Manter os relacionamentos atuais é um desafio diário, pois o indivíduo acha que não encontrará pessoa igual.

Fica sempre com a sensação de vulnerabilidade, pois é constante a ameaça de ser deixado por alguém.

A aflição na criança pode transformar-se em fobia no adulto. Na linguagem psicanalítica um "Édipo Traumático". O abandono pode ser tanto real, quanto imaginário repercutindo na elaborações traumáticas até a idade adulta. O mais importante no processo analítico é a possibilidade de desconstrução dessas marcas do abandono. No entanto, estas elaborações são feita por aqueles que estão enfrentando o trabalho de ressignificação. O Psicanalista saberá conduzir o processo de desconstrução, recalcamento e resistência inerentes às formas de manifestações inconscientes. Não perpassa à ética na psicanálise a perspectiva de incentivação, ou condução visando um bem-estar sob o foco do psicanalista. O ponto de identificação do que é o bem, ou não, para o paciente é dele. É o analisando quem define e organiza suas vivências a partir do que ele considera um bem-estar. Pronto para embarcar neste processo? Enfrentamento, identidade e coragem são pontos de convergência para desempenhar um bom trabalho analítico.


Por isso,


Paulo Bandeira


 
 
 

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